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sexta-feira, 29 de julho de 2016

Padre Italiano Realiza Ação Solidaria No Brasil

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" Amar ao próximo como a ti mesmo "

Uma vez ao ano, Dom Roberto, conhecido como padre Robertinho, vem ao Brasil com o intuito de fazer missão.

Tudo começou no ano de 1994 durante o mês de julho, quando visitou o município de Parauapebas-PA. Naquele tempo a cidade era cheia de problemas e dificuldades. "Fiquei chocado com a realidade e apaixonado pela possibilidade de fazer algo para ajudar", disse assim, Dom Roberto, de lá pra cá, todos os anos ele vem ao município, em missão, juntamente com as comunidades católica da cidade e os missionários Italianos.

A cada ano Dom Roberto traz um novo projeto. No ano de 2015 fez junto com os missionários a festa da Befana, onde reuniu diversas crianças. Befana era uma senhora bem idosa que distribuía doces para as crianças. Em 2016, Dom Roberto veio com a festa da Fraternidade. Durante todo o mês de julho aconteceu mutirões para a reforma e pintura das palafitas.

Quando volta para a Itália, Dom Roberto escolhe um tema e faz uma exposição mostrando tudo o que fez na vinda ao Brasil, contando sobre a experiência vivida, e compartilhando com todos que ajudaram no mercadinho. O Padre diz ainda, que sempre recebe muitas doações, e o mercadinho chama atenção de todos, até pessoas que moram fora do país sempre compram algo. “Busco sempre levar testemunhos e deixá-los por onde passo" – Roberto Sibani.

Jussara Alves - Jornal O Pjoteiro
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terça-feira, 3 de maio de 2016

III Conferência Municipal de Juventude é realizada em Parauapebas e elege novos representantes no Conselho Municipal de Juventude

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Foi realizado nos dias 29 e 30 de maio, no Plenário João Prudência, na Câmara Municipal de Parauapebas a 3ª Conferência Municipal de Juventude de Parauapebas, com tema “Juventude e Mineração, Impactos e Efetivação de Direitos”. O evento contou com a presença de representantes da juventude do município, incluindo estudantes e jovens da Pastoral da Juventude, além de representantes do Levante Popular da Juventude, MST e da Juventude Indígena.

O debate teve como eixo a mineração, divididos em cinco grupos de trabalho, tendo cada um com tema distinto: Juventude, emprego e renda; Juventude e Territorialidade; Juventude e acesso a direitos; Juventude e educação; Juventude e extermínio de jovens. As propostas debatidas nos grupos serão transformadas em documento que será encaminhado ao governo municipal através da Coordenadoria Municipal de Juventude.

Segundo a Coordenadora Municipal de Juventude, Nilva Araújo, o objetivo é trabalhar em prol da juventude buscando melhores políticas públicas e o evento é a oportunidade de ouvir as propostas e anseios da juventude. Ainda segundo ela, a juventude tem mostrado maturidade política tanto no participar quanto na forma que conduziram as discussões tendo, inclusive, entrado em consenso para apresentar apenas uma chapa que concorreu as vagas existentes para representantes da sociedade civil no Conselho Municipal de Juventude.

Nesta conferencia um diferencial foi a participação de jovens indígenas, o jovem Katop-Ti, da aldeia Xikrins do Cateté, ele trabalha no Setor de Educação Escolar Indígena e diz ser a segunda vez que a juventude de sua aldeia participa de uma Conferência de Juventude. De acordo com o indígena as políticas públicas não têm contemplado a juventude indígena que tem dificuldade para continuar os estudos quando concluem o ensino médio. “Ingressar no ensino superior ainda é um sonho para nós indígenas”, lamenta Katop-Ti, dizendo que a principal reivindicação que fizeram foi a inclusão dos jovens indígenas nas políticas que existem para os brancos.

Segundo Vanessa Moitinho, presidente do Conselho Municipal de Juventude, a comissão organizadora da conferência tem a tarefa de sistematizar todo esse material transformando na AGENDA DA JUVENTUDE DE PARAUAPEBAS 2016/2018. “Essa agenda serve para mostrar para a gestão que não precisam, trazer empresas de consultoria com estatística, pesquisa ou técnicos para saber o que a juventude quer; muito menos o gestor ter que forçar a inteligência para descobrir o que a juventude precisa e espera. Basta a coordenadoria de juventude ou o governo municipal entender que este é o único de gestão necessária”, detalha Vanessa, simplificando que o que a juventude pede é tão trivial e óbvio.

No final da conferencia foi feita homenagens à Shirlean Rodrigues, falecido recentemente por problemas de saúde e Lorena Lima, assessora da Pastoral da Juventude, vítima de violência.

O novo conselho eleito no encerramento da III Conferência de Juventude tendo como membros:

Redação Jornal O Pjoteiro, com informações do Portal Notícias de Parauapebas.
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domingo, 1 de maio de 2016

Carta Aberta – Resposta do Fórum Contra a Violência e Extermínio de Jovens, Pedindo Justiça sobre o Caso Lorena Lima.

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“A passagem bíblica que me motiva é João 10,10, onde Jesus disse: “Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância.” E é esse sentimento utópico que me move, pois se sou discípula de Cristo minha missão é levar essa vida a todas as criaturas, estar sempre a serviço do próximo.
Lorena Lima, Presente na caminhada!
Estivemos reunidos como sociedade civil organizada no dia 23 de abril de 2016, no Fórum contra a Violência e Extermínio de Jovens, pedindo justiça sobre o caso Lorena Lima. Realizado nas dependências do auditório da secretaria municipal de Cultura de Parauapebas, com o intuito de debater políticas para a juventude sobre violência e o extermínio de jovens, cobrar das autoridades responsáveis respostas referentes aos crimes cometidos que não são solucionados, tendo como vítima principal nossa juventude alvo principal dos homicídios cometidos no Brasil.   
No município de Parauapebas situado na região sudeste do estado do Pará, encravado em uma das regiões mais ricas do planeta, que em termos de segurança pública assume a sexta posição no ranking de violência no Brasil, dados esses encontrados em último estudo realizado em 2014, sendo que dentre os casos destaca-se a violência para com jovens de 15 a 29 anos, pobres, negros e moradores de periferia.
Outro percentual no Brasil com números significativos são os da investigação criminal, apenas 5% dos vários casos são solucionados pela justiça brasileira, estimativas, essas da Associação Brasileira de Criminalística, os demais estão sem solução por conta das injustiças de uma sociedade capitalista, e por termos um sistema investigativo faliu que precisa de uma reforma, para não ser corrompido.
Dentre todos os casos que precisam se solucionados está o de Lorena Lima, jovem, mulher, negra e militante das causas sociais, sobretudo as de juventude, foi brutalmente assassinada. Lorena era assessora da Pastoral da Juventude de Parauapebas, uma ação articulada dos jovens da igreja católica que sempre se posicionou de diversas formas contra a violência e do extermínio dos e das jovens, e estava candidata a Conselheira Tutelar da cidade na época.
Sete meses se passaram e nada aconteceu para que este crime bárbaro se desvendasse, o assassino de Lorena Lima continua a solta, enquanto a família na qual prevalece a indignação, impunidade, não tem respostas das autoridades responsáveis, e assim também tantos outros casos semelhantes na nossa região que continua sem respostas.
A Pastoral da Juventude da Diocese de Marabá, o Levante Popular da Juventude, e tantos outros coletivos aos quais Lorena contribuía de forma direta ou indireta estamos sofrendo com sua ausência nesta luta, tendo uma de suas lutadoras vitimada pela violência que tanto combateu.
Hoje temos uma certeza: sua luta não foi em vão! Lorena é testemunha fiel do Reino de Deus, que ela construía no cotidiano da luta. Com essa realidade e luta assumida por nos, ousamos pedir, exigir e cobrar com  a certeza de nossos direitos a solução dessa investigação criminal, além de cobrar das autoridades competentes deste município planos de ação para diminuir a violência e o extermínio de jovens que tem suas vidas ceifadas pela riqueza de poucos e por um sistema neoliberal opressor que não se responsabiliza pela vida de seu povo.
As lutas por justiça são incansáveis, e com desejo maior pela vida ousamos dizer “chega de violência e extermínio de jovens”: Contra o feminicídio e o machismo que vitimiza milhares de mulheres todos os dias; Contra a redução da maioridade penal; Contra as práticas ilegais de divulgação de imagens de vítimas de violência em redes sociais, não respeitando a privacidade e a dor dos familiares e amigos. Reafirmamos assim nossa luta contra a injustiça e não descansaremos jamais enquanto não houver vida em abundância.

Pastoral da Juventude - Diocese de Marabá
Levante Popular da Juventude - Parauapebas
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

A terra é nossa casa comum; a obrigação de não sujá-la, também

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“Para o direito brotar como fonte e a justiça como riacho que não seca, como Amós inspira a Campanha da Fraternidade deste ano, ao saneamento básico de respeito à terra, à agua, à flora e à fauna, à toda a natureza e seu meio-ambiente, enfim, um outro saneamento, esse ético-político, talvez se constitua até em condição prévia”, escreve Jacques Távora Alfonsin, procurador aposentado do estado do Rio Grande do Sul e membro da ONG ACesso, Cidadania e Direitos Humanos.

Eis o artigo.

O saneamento básico é daquelas condições de vida digna por si só comprobatório da indivisibilidade e da interdependência dos direitos humanos sociais, especialmente o da saúde e o da moradia. Condição de vida e bem-estar de qualquer ser humano, a universalidade da sua extensão e reconhecimento garantido a toda a terra e a toda a gente não pode sofrer limitação ditada, por exemplo, pelo grau do poder econômico de quem quer que seja.

A oportunidade dessa lembrança foi valorizada em nota do jornal Estado de São Paulo, deste 15 de fevereiro. Sob o título “A urgência do saneamento”, ele chama a atenção para a iniciativa da CNBB em “lembrar, na sua Campanha da Fraternidade deste ano, que não é possível alcançar a almejada justiça social se o país não resolver urgentemente suas graves deficiências na área de saneamento básico. A mensagem, transmitida pelo papa Francisco, é que "o acesso à água potável e ao esgotamento sanitário é condição necessária para a superação da injustiça social e para a erradicação da fome".

Objetivos dessa dimensão impõem ser debatidos e estudados, com propostas de solução também independentes de posicionamentos ideológicos, classes sociais, religiões, conveniências de mercado ou de outra natureza qualquer.

Por isso mesmo, a Campanha da Fraternidade deste ano não é de iniciativa exclusiva da CNBB, como o jornal parece ter esquecido. Ela é ecumênica, conta com a adesão expressa de cinco Igrejas integrantes do CONIC (Conselho Nacional das Igrejas Cristãs) e o próprio tema escolhido “Casa Comum, nossa responsabilidade” (edições CNBB, CONIC, Brasilia, 2015), ter-se abrigado sob lema retirado do profeta Amós (5,24), de leitura e respeito também comuns para elas: 

“Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça como riacho que não seca”.

Parte da análise do texto base da Campanha sobre a situação do direito ao saneamento básico no Brasil, é dedicada a dados estatísticos de quanto a nossa realidade carece desse serviço público e de como o nosso costumeiro atraso em implantá-lo, para só agir depois de catástrofes, compromete a saúde da população, gera doenças e morte. Assim como acontece com outros direitos, moradia e alimentação, por exemplo, também o saneamento básico reflete os efeitos dramáticos da nossa desigualdade social: 

“Basta uma volta pelas cidades para constatar a diferenciação entre os bairros, tanto no que diz respeito às caraterísticas urbanísticas, à infraestrutura, á conservação dos espaços e aos equipamentos e serviços públicos, quanto ao perfil da população. Os mais pobres são justamente os que gastam proporcionalmente mais com o transporte diário, têm mais problemas de saúde por conta da falta de saneamento e são penalizados com escolas de baixa qualidade. Dos domicílios em bairros precários, 76% têm problemas de qualidade de construção e dos serviços básicos, como saneamento e iluminação. Os indicadores que refletem mais explicitamente as desigualdades nas condições de vida são os relacionados ao saneamento básico. O problema do empobrecimento não é exclusivo das cidades. Também no meio rural existem locais com péssimas condições de moradia. Muitos moradores não têm documento de identidade, 16% são analfabetos e 83% têm escolaridade limitada ao Ensino Fundamental ou Médio.” (p.21).

Como a história não cansa de repetir, os efeitos dessa ausência de prestação de serviço devida como direito de todas/os, acabam vitimando as pessoas mais fracas, pobres e indefesas, exatamente as indicadas na Constituição Federal e na maioria das leis, como as merecedoras da maior atenção e respeito: 

“As crianças são as mais atingidas pela falta de saneamento básico. Substâncias tóxicas e bactérias provocam alergias respiratórias, nasais, intestinais e de pele, que vão permanecer com essa criança por muito tempo. As crianças mais afetadas são aquelas que têm entre 0 e 5 anos. A universalização do acesso à coleta de esgoto e água tratada teria uma redução de 6,8% no atraso escolar dos alunos que vivem em regiões sem saneamento, segundo o estudo do ITB e do CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável). A diferença de aproveitamento escolar entre crianças que têm e que não têm acesso ao saneamento básico pode chegar a 18%. FGV (Fundação Getúlio Vargas)” (p.33). 

Para o direito brotar como fonte e a justiça como riacho que não seca, como Amós inspira a Campanha da Fraternidade deste ano, ao saneamento básico de respeito à terra, à agua, à flora e à fauna, à toda a natureza e seu meio-ambiente, enfim, um outro saneamento, esse ético-político, talvez se constitua até em condição prévia. 

Para nascer pura, a fonte do direito não pode brotar da terra, poluída pela imposição de um bem como esse ser reduzido a mercadoria, e para a justiça fazer-se valer como riacho que não seca, nenhum dique de dinheiro pode desviar o seu curso para chegar a quantas/os estão sedentos dela.

Fonte: CONIC com informações do IHU Unisinos
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Livro Espiritualidade da Libertação Juvenil

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SBARDELOTTI, Emerson. Espiritualidade da Libertação Juvenil. São Leopoldo: CEBI, 2015. ISBN: 978-85-7733-234-2.

O livro é prefaciado pelo monge Marcelo Barros e apresentado pela teóloga Rosemary Costa. Tem seis capítulos: 1. Espiritualidade e Juventude!; 2. Espiritualidade: um caminho de transformação!; 3. Juventude: um processo de educação na fé!; 4. Espiritualidade da Libertação, o que é?; 5. Espiritualidade Juvenil, o que é?; 6. Caminhos de uma Ecoespiritualidade à serviço da vida: um novo paradigma! O autor apresenta ainda um resumo dos seis capítulos em Retomando o Caminho. Apresenta as referências bibliográficas que utilizou para compor a obra.

Marcelo Barros diz em seu prefácio que o livro é uma aventura bela, mas exigente. É narrada de tal modo que o/a leitor/a se sentirá parte da história, através de uma reflexão que resgata vários textos sobre a Teologia da Libertação e sobre a Espiritualidade da Libertação. O autor convida a aprofundar uma Espiritualidade Libertadora, a partir da realidade e da sensibilidade da juventude atual.

Como toda boa reflexão teológica latino-americana, esse livro parte da prática. O autor entrevistou vários jovens sobre o assunto. Começou a escrever o livro no Congresso Continental de Teologia, de 2012, na Unisinos, em São Leopoldo-RS e o terminou no I Encontro Nacional de Juventudes e Espiritualidade Libertadora, de 2014, em Fortaleza-CE. O livro convida a viver o engajamento libertador no seguimento atualizado de Jesus, não importando de qual Igreja ou Religião seja o/a leitor/a, se descobrirá como viver o aprendizado de uma amorosidade universal.

Rosemary Costa convida em sua apresentação a saborear e a partilhar o livro. O Espírito, que sopra onde quer, se manifesta no novo, na novidade, no broto, fazendo novas todas as coisas. Essa é a chave para a Espiritualidade Libertadora, é a chave para a reflexão que convoca dia a dia, ao mais próximo, ao mais profundo de si mesmo, ao olhar atento e presente a cada ser, a cada realidade, à presença de Deus provocadora e sedutora.

No primeiro capítulo, Espiritualidade e Juventude!, o autor se apresenta e conta um pouco de sua história pessoal, profissional e pastoral. Teólogos e teólogas da libertação que influenciaram em sua caminhada na Pastoral da Juventude e nas Comunidades Eclesiais de Base. Diz que começou a escrever o livro num contexto não favorável à Teologia da Libertação e que terminou o mesmo na revolução iniciada pelo pontificado de Francisco.

No segundo capítulo, Espiritualidade: um caminho de transformação!, se afirma que a espiritualidade é beber do próprio poço, e que se ela não está inserida na caminhada de libertação do povo e ao mesmo tempo fincada na tradição bíblica e eclesial, nada será, não terá nenhuma importância. Neste capítulo apresenta a Fábula do Ser Humano. Explica os significados de mística e espiritualidade. Apresenta uma canção de sua autoria, em parceria com um cantador paulista, Lula Barbosa: Vou fazer uma oração, que tem o refrão “no chão da vida nasce o povo de Deus, no Deus da vida nasce o povo dos céus!”.

No terceiro capítulo, Juventude: um processo de educação na fé!, Emerson Sbardelotti diz que no processo de educação na fé, a juventude parte sempre da realidade em que vive, em que está inserida, na qual há uma sensibilização e testemunho em atividades de massa. Pedagogicamente é quando acontecem as etapas da formação de um grupo de jovens da base: a convocação, a nucleação, a iniciação e a militância.

No quarto capítulo, Espiritualidade da Libertação, o que é?, se apresenta a Espiritualidade da Libertação enquanto viés da espiritualidade de Jesus de Nazaré que fez a opção radical pelos pobres, solidarizando-se com eles, amando-os em profundidade, portanto, libertando-os das prisões (religiosas, sociais, econômicas e políticas) que não os deixavam ser seres humanos. A Espiritualidade da Libertação é útil, oportuna e necessária!

No quinto capítulo, Espiritualidade Juvenil, o que é?, o autor apresenta o depoimento de vários/as jovens durante o papado de Bento XVI e no início do papado de Francisco, para que respondessem a pergunta que dá título ao capítulo. As respostas são variadas e refletem o cenário vivido em ambos os papados. E afirma que a Espiritualidade Juvenil é uma realidade em desenvolvimento e em construção, que brota das entranhas do Povo Santo de Deus.

No sexto capítulo, Caminhos de uma Ecoespiritualidade à serviço da vida: um novo paradigma!, Emerson Sbardelotti diz que a espiritualidade passou e ainda passa por uma grande crise: a ecológica. A ecoespiritualidade pode ser teológica ou não, porém exige de nós uma ética e uma verdadeira conversão, pois mexe com nossos desejos consumistas e modifica nossos valores. O capítulo encerra-se com a oração do Credo da Ecologia Total de D. Pedro Casaldáliga.

Conclui-se que todos/as nós carregamos nas costas uma pergunta fundamental: qual é o sentido na nossa existência? Ela ganha um contorno novo quando uma crise se abate sobre a sociedade, sobre a Igreja, sobre a família, sobre a humanidade. Numa situação de crise o sagrado retorna com força, pois, na medida em que o cotidiano e a história não trazem as respostas que queremos ouvir, começa-se a apelar para o sobrenatural. A Espiritualidade da Libertação Juvenil de Emerson Sbardelotti está aí para fazermos fincar ainda mais os pés no chão.


Fonte: Observatório da Evangelização
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